APENAS
UMA FOTOGRAFIA
2018
De um tempo oblíquo, suspenso entre o que foi e o que ainda se anuncia, feito de metáforas que a espera, paciente, foi tecendo e amadurecendo. Um tempo que não se mede em horas, mas em ausências e demoras, em intervalos. E é daí que emerge um retrato do agora, não fixo, mas em constante deriva, que se deixa definir pelo eco e pela duração de um outro dia, como se o presente só pudesse existir à luz daquilo que já se afastou, mas ainda permanece.