Festa
Texto do catálogo do MDOC.
Text from the MDOC catalog.
“FESTA” é um trabalho fotográfico que percorre cronologicamente um ano de festividades tradicionais em Castro Laboreiro. Este projeto desmarca uma leitura sobre a vivência do lugar, o culto do encontro e da partilha, uma “dança” social entre a saudade e a distância.
Em Castro Laboreiro percebemos que o território fronteiriço descreve-se especial, as suas características acumulam a história de anos de viagem e de comunhão entre uma população que se afasta e se aproxima por épocas. Ali moram também pessoas que constroem uma forma de estar que salienta a estrutura social deste mesmo lugar. Castro existe pelas suas gentes, a sua memória futura depende de um conjunto de vivências que definem o castrejo, a festa é um apogeu de inter-relações, um lugar vivo.
O trabalho fotográfico é uma pesquisa visual por este território e pelas pessoas que nele habitam e que festejam a existência do lugar. Além do acontecimento litúrgico existe a continuidade de uma história e de uma memória festiva.
Depois da missa, e da procissão, os “bailadores” encontram-se no “largo” mais próximo e aí entrelaçam as chulas e os viras com a popularidade local da música tocada ao vivo. Até mesmo no natal e páscoa, ou na passagem para o novo ano, a dança é uma razão de existência, de se viver e querer estar naquele território.Existe uma forma clara de vivência do castrejo, do mandador surge a palavra de ordem para um bailado cadenciado, onde se constrói a cada passo mais um pouco da história do lugar e onde se recorda os movimentos de um passado rememorado.
Um ano de trabalho de campo que se relata num conjunto de imagens, num conjunto de relações e aproximações ao território e às pessoas de Castro Laboreiro.
"FESTA" is a photographic work that travels chronologically through a year of traditional festivities in Castro Laboreiro. This project unmarks an interpretation about the experience of the place, the cult of meeting and sharing, a social "dance" between nostalgia and distance.
In Castro Laboreiro we perceive that the bordering territory describes itself as being special, its characteristics accumulate a history of many years of travels and communion among a population that comes and goes by seasons. There also inhabit people who build a way of being that emphasizes the social structure of this very same place. Castro exists because of its people, its future memory depends on a series of experiences that define the castrejo, the festival is an apogee of interrelations, a living place.
The photographic work is a visual research across this territory and the people who inhabit it and celebrate the existence of the place. Besides the liturgical event, there exists the continuity of a history and festive memory. There is a clear way of living for the castrejo, from the dance director comes the word of order for a cadenced ballet, where one builds with each step a little more of the place’s history and remember the movements of a celebrated past.
One year of field work that reports by a collection of images, in a series of relations and approaches to the territory and the people of Castro Laboreiro.